(Wallace a desenhar)
Há
quanto tempo não venho aqui...em minha defesa, devo dizer que não abandonei a
Fábrica, apenas estive viajando (e ainda estou) em busca de matéria-prima para
que tudo possa funcionar perfeitamente novamente. Pois bem, para matar a
saudade, devo contar-lhes as novidades que trago comigo.
Tenho
a idéia de escrever com um amigo há muito tempo, porém, não tinha certeza de
quem convidar para essa empreitada. Analisei muitos, por muito, pois precisava
de alguém que não esfriasse se houvesse uma grande pausa no trabalho, e que me
puxasse para as páginas quando desanimado. Por fim, lembrei-me do Gustavo
Zimmer, um amigo que conheço há algum tempo e degusta, assim como eu, de arte,
em suas diversas expressões. Fi-lo o convite e ele aceitou de pronto. Idéia na
cabeça e a vontade nos chamando, prostramo-nos à frente dos computadores e
começamos a escrever a história, de uma maneira diferente, mas que deu
certo...está dando, até agora.
Para
arrematar a equipe, sentimos falta de desenhos, ilustrações...nunca gostei
muito de histórias com desenhos, mas, no caso dessa, as faces dos personagens
tornaram-se indispensáveis. Para tanto, convidei um outro amigo, Wallace Ramos,
exímio desenhista, para fazer “ribiscos” – como diz Gustavo – no nosso livro. Trupe
montada, continuamos o serviço.
Devo
confessar que o trabalho está ficando impecável, tanto quanto às ilustrações
quanto à parte escrita da história. Todas as tardes, sentamos os três para
discutir sobre a história, desenvolver soluções criativas e técnicas para que o
bonde possa andar, comer besteiras, beber Coca-Cola, ouvir o Guto tocando
violão, rir, desenhar e escrever. Estivemos pensando em como seria bom que,
futuramente, o nosso trabalho, à vera, fosse exatamente como esse está sendo.
Estamos entre amigos, fazendo o que gostamos, sem hora para começar ou terminar,
criando apenas.
Espero
poder contar mais para vocês sobre a história que estamos desenvolvendo. Breve,
sem dúvida. No mais, nada para a hora. Tenho fotos, postarei aqui quando o
momento for oportuno.
Esse
é o motivo do meu paradeiro. Estarei de volta logo...

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