sábado, 8 de agosto de 2009

(segunda) Crônica do dia...



De ato secreto em ato secreto o Senado vira uma seita.


Encontra-se no país o maior professor em simbologia que o mundo já viu. O senhor Robert Langdon desembarcou essa tarde no Aeroporto Internacional de Congonhas, após aceitar um convite póstumo do cineasta Glauber Rocha, para gravar o seu próximo longa-metragem intitulado O Código Tupiniquim.
Depois de sua excelente atuação nos filmes baseados em best-sellers, Robert volta às telonas para investigar uma misteriosa sociedade que foi fundada por José Sarney Vinci, e que tem suas bases cravadas nos pilares do Senado Brasileiro.
A fim de fazer com que a população tome nota sem mais delongas do que acontece no cenário político nacional, Glauber foi obrigado, mesmo depois da sua aposentadoria forçada e definitiva, a voltar por meio de um pai de santo para roteirar e dirigir esse que promete ser a sua obra prima.
Por está presente entre nós em corpo e alma, ou melhor, somente alma, a fase de pesquisa realizada pelo cineasta foi muito fácil, ele pôde se infiltrar no Senado, conhecido como a casa dos horrores por um jornal norte-americano, e lá colher das mais diversas fontes informações concretas e totalmente sigilosas, extremamente sigilosas, tão sigilosas que o próprio presidente terá uma única fala, porém muito marcante no filme:
“ – Eu não sei de nada.”
As gravações têm início na próxima sexta-feira, e como não foi possível montar o set de filmagem na cidade de Brasília, Glauber Rocha, aproveitando-se dos seus conhecimentos sobre a seita, pediu a Sarney que empregasse o seu filho (filho do cineasta) através de mais um ato secreto, e dessa forma a própria seita estaria patrocinando o filme sem que soubesse. E foi o que aconteceu, além de ganhar um cargo vitalício, o filho de Glauber, está viajando por todo o mundo, bancado pelas passagens aeras do Senado, realizando contatos para filme lá pelo oriente.
Agora é esperar para ver a estréia de mais um escândalo, quer dizer, de mais uma obra prima do grande Glauber Rocha, apoiado pelo governo brasileiro.
Tiago Santos

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