
Papo de família.
Carlos procurava apressar-se para chegar mais cedo ao trabalho, aquele dia, como todos os outros seria de muito trabalho e grande cansaço ao final do dia. Gerenciar uma das maiores montadoras de automóvel do país não era brincadeira. Ele catava as várias folhas do relatório que escreveu noite passada, mas que por gentileza do vento, foi espalhado pela sala de estar da sua casa.
- Amor, como andam as ações? – gritou Cíntia, a mulher de Carlos, entrando na sala.
- Espero que com as pernas, querida. – ele respondeu sem dar muita atenção à esposa.
- Engraçadinho... Não é sobre isso que estou falando, são sobre as ações que conversamos ontem a noite. – disse ela sentando-se no sofá.
- E nós conversamos ontem a noite?! – Indagou ele atônito – Achei que tinha sido só aquilo... sabe...? – voltou a recolher as folhas do relatório.
- Meu bem, você não se lembra o que aconteceu ontem?! Achei que você tinha gostado...
- Mas eu gostei, só que não me lembro de mais nada a não ser aquilo, diga logo o que foi que aconteceu, estou sem tempo.
- Conversamos sobre os nossos filhos.
- Filhos?! Que filhos?! – assustado, Carlos deixou as folhas já recolhidas caírem novamente no chão – Que eu me lembre não temos filhos. Um de nós dois está ficando maluco, e tenho certeza de que não sou eu.
- Ainda, – enfatizou ela – ainda não temos filhos, mas foi justamente isso que decidimos ontem.
Por incrível que pudesse parecer, Carlos não se lembrava de nada da noite passada, talvez fosse por causa do sono que estava quando se deitou na cama, apenas conseguia recordar-se do tal “aquilo”...
Nunca, em sã consciência, ele abriria a boca afirmando que queria ter filhos, afinal tinha pavor a crianças, certa fez fingiu está doente com pneumonia para que os sobrinhos de Cíntia não os visitasse no final de semana. Não gostava de ver crianças nem nas capas de revista infantil.
- Podemos ter vários baixinhos correndo aqui pela casa. – continuou Cíntia com um bonito sorriso no rosto.
- De baixinho aqui bastam o cachorro e o jardineiro. Tira essa idéia da cabeça e deixa os baixinhos para a Xuxa. – Carlos seguiu em direção à porta de saída.
Cíntia postou-se na frente dele impedindo a sua passagem, o sorriso que antes embelezava o seu rosto, agora foi trocado por uma careta desprezível, pois, ao contrário do marido, ela era louca por crianças, chegou certa vez a colecionar fotos de bebês que vinham como amostras em porta-retratos, a casa estava cheio deles, alguns com imagens outros puros mesmo.
- Você não vai sair daqui sem antes me confirmar o que disse ontem a noite. – Cíntia parecia um monstro pré-histórico.
- Tudo bem, tudo bem, eu confirmo. – respondeu Carlos amedrontado com a esposa e com muita pressa, também – Seja lá o que foi que eu disse ontem a noite...
- Ok, então vou mandar trazer aqui para casa os três berços... – disse ela recuperando a face carismática.
- Quantos?! Três?! – Carlos caiu ajoelhada contra a porta de madeira entalhada – Você tem certeza que ontem eu disse três?! Meu amor, em tempos de crise mundial, não podemos está realizando gastos, além do mais a taxa da alfândega...
- O que que a alfândega tem haver com os nossos filhos?! Você está querendo me enrolar? Teremos três filhos...
- E quando será esse prejuízo? – questionou Carlos recuperando o fôlego.
- Quando será?! Já foi! Você esqueceu também que ontem não usou camisinha?
- Aí acabou... – Carlos voltou a ajoelhar-se.
- Eu sempre quis ter três filhos. – Cíntia sorriu alegremente.
- Por que três?! Já pensou se um desses filhos uma Susana Richthofen da vida, ela já vai fazer todo o trabalho pelos outros dois.
- Não pense bobagens, nossos filhos serão lindos. Fora os que vamos adotar.
- Adotar?! – Carlos gritou desesperado – Que miséria foi essa que fiz ontem? Ôh, Senhor, se o senhor não pode ajudar, também não atrapalha. – ele clamava aos céus.
- Adotar sim, quatorze bebês. – Cíntia estava radiante de tanta alegria.
- Um por século, não foi isso que eu disse...? – perguntou Carlos, temendo a resposta.
- Não, nada disso. Você disse um por mês. Ainda concordou que a minha mãe viesse morar com a gente para me ajudar.
- Nãooooooo!!! – Carlos largou as coisas, tirou o sapato, correu gritando e jogou-se da janela. Cíntia riu satisfatoriamente.
- Corta! Perfeita cena! – berrou um homem sentado atrás de várias câmeras.
Carlos procurava apressar-se para chegar mais cedo ao trabalho, aquele dia, como todos os outros seria de muito trabalho e grande cansaço ao final do dia. Gerenciar uma das maiores montadoras de automóvel do país não era brincadeira. Ele catava as várias folhas do relatório que escreveu noite passada, mas que por gentileza do vento, foi espalhado pela sala de estar da sua casa.
- Amor, como andam as ações? – gritou Cíntia, a mulher de Carlos, entrando na sala.
- Espero que com as pernas, querida. – ele respondeu sem dar muita atenção à esposa.
- Engraçadinho... Não é sobre isso que estou falando, são sobre as ações que conversamos ontem a noite. – disse ela sentando-se no sofá.
- E nós conversamos ontem a noite?! – Indagou ele atônito – Achei que tinha sido só aquilo... sabe...? – voltou a recolher as folhas do relatório.
- Meu bem, você não se lembra o que aconteceu ontem?! Achei que você tinha gostado...
- Mas eu gostei, só que não me lembro de mais nada a não ser aquilo, diga logo o que foi que aconteceu, estou sem tempo.
- Conversamos sobre os nossos filhos.
- Filhos?! Que filhos?! – assustado, Carlos deixou as folhas já recolhidas caírem novamente no chão – Que eu me lembre não temos filhos. Um de nós dois está ficando maluco, e tenho certeza de que não sou eu.
- Ainda, – enfatizou ela – ainda não temos filhos, mas foi justamente isso que decidimos ontem.
Por incrível que pudesse parecer, Carlos não se lembrava de nada da noite passada, talvez fosse por causa do sono que estava quando se deitou na cama, apenas conseguia recordar-se do tal “aquilo”...
Nunca, em sã consciência, ele abriria a boca afirmando que queria ter filhos, afinal tinha pavor a crianças, certa fez fingiu está doente com pneumonia para que os sobrinhos de Cíntia não os visitasse no final de semana. Não gostava de ver crianças nem nas capas de revista infantil.
- Podemos ter vários baixinhos correndo aqui pela casa. – continuou Cíntia com um bonito sorriso no rosto.
- De baixinho aqui bastam o cachorro e o jardineiro. Tira essa idéia da cabeça e deixa os baixinhos para a Xuxa. – Carlos seguiu em direção à porta de saída.
Cíntia postou-se na frente dele impedindo a sua passagem, o sorriso que antes embelezava o seu rosto, agora foi trocado por uma careta desprezível, pois, ao contrário do marido, ela era louca por crianças, chegou certa vez a colecionar fotos de bebês que vinham como amostras em porta-retratos, a casa estava cheio deles, alguns com imagens outros puros mesmo.
- Você não vai sair daqui sem antes me confirmar o que disse ontem a noite. – Cíntia parecia um monstro pré-histórico.
- Tudo bem, tudo bem, eu confirmo. – respondeu Carlos amedrontado com a esposa e com muita pressa, também – Seja lá o que foi que eu disse ontem a noite...
- Ok, então vou mandar trazer aqui para casa os três berços... – disse ela recuperando a face carismática.
- Quantos?! Três?! – Carlos caiu ajoelhada contra a porta de madeira entalhada – Você tem certeza que ontem eu disse três?! Meu amor, em tempos de crise mundial, não podemos está realizando gastos, além do mais a taxa da alfândega...
- O que que a alfândega tem haver com os nossos filhos?! Você está querendo me enrolar? Teremos três filhos...
- E quando será esse prejuízo? – questionou Carlos recuperando o fôlego.
- Quando será?! Já foi! Você esqueceu também que ontem não usou camisinha?
- Aí acabou... – Carlos voltou a ajoelhar-se.
- Eu sempre quis ter três filhos. – Cíntia sorriu alegremente.
- Por que três?! Já pensou se um desses filhos uma Susana Richthofen da vida, ela já vai fazer todo o trabalho pelos outros dois.
- Não pense bobagens, nossos filhos serão lindos. Fora os que vamos adotar.
- Adotar?! – Carlos gritou desesperado – Que miséria foi essa que fiz ontem? Ôh, Senhor, se o senhor não pode ajudar, também não atrapalha. – ele clamava aos céus.
- Adotar sim, quatorze bebês. – Cíntia estava radiante de tanta alegria.
- Um por século, não foi isso que eu disse...? – perguntou Carlos, temendo a resposta.
- Não, nada disso. Você disse um por mês. Ainda concordou que a minha mãe viesse morar com a gente para me ajudar.
- Nãooooooo!!! – Carlos largou as coisas, tirou o sapato, correu gritando e jogou-se da janela. Cíntia riu satisfatoriamente.
- Corta! Perfeita cena! – berrou um homem sentado atrás de várias câmeras.
Tiago Santos
Amei neghO ta dee Maiis esse Blog aDOrei td Nele viO Ô continue inovando aii vlw mas só falta uam coisa aii nesse Blog "momentos ingraçados e micoides com meus amigos" ia c ilaria eu falando cleotina pra todo mundo kkkkkkkkk
ResponderExcluiramei d everdade ô blog bjãO...